|| Clínica OTOMED || Otorrinolaringologia e Fonoaudiologia em Florianópolis

R. Menino Deus, 63 | sala 05 | Baia Sul Medical Center | Centro | Fpolis

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Cirurgias

   Adenoidectomia

     (cirurgia)

É o nome da cirurgia realizada para remoção das adenóides. As adenóides são decorrentes da hiperplasia das tonsilas faríngeas, ou seja, o aumento de um tecido que fica situado na porção posterior do nariz junto a faringe( rinofaringe) e que leva a uma obstrução nasal como sintoma principal, decorrendo daí a respiração bucal e o ronco noturno. Em alguns pacientes as consequências podem ser mais graves como a síndrome da apnéia obstrutiva do sono. Essa por sua vez pode gerar diversas alterações: mau desempenho escolar, enurese noturna, déficit de atenção/hiperatividade, hipertensão pulmonar e outras afecções cardiovasculares. Entretanto, outras condições podem ocorrer, como surtos de otite (infecções dos ouvidos), infecções dos seios da face e alterações no crescimento da face, assim como deformidades da arcada dentária. O diagnóstico pode ser firmado através de um Raio-X ou, mais modernamente, por meio de uma endoscopia nasal. Trata-se de uma cirurgia ambulatorial, sob anestesia geral, de rápida recuperação e de excelente resultado. As manifestações tem reversão à normalidade de forma muito clara e rápida.

    


   Amigdalectomia

     (cirurgia)

É o procedimento para a remoção das amígdalas palatinas. Os motivos principais para realizarmos a extração das amígdalas são os seguintes: infecções agudas repetidas e de difícil controle, halitose (mau hálito), hiperplasia exagerada (grande aumento), ronco e apnéia do sono e tumores. A cirurgia é realizada sob anestesia geral e em regime ambulatorial. Trata-se de uma cirurgia na qual a experiência clínica comprova benefícios nítidos em casos bem selecionados.

    


   Adeno-amigdalectomia

     (cirurgia)

Esse procedimento agrega a remoção das adenóides e das amígdalas palatinas. Indicado pricipalmente em pacientes pediátricos com roncos e apnéias, amigdalites de repetição entre outras doenças de vias aéreas superiores.

    


   Cauterização de cornetos

     (cirurgia)

A cauterização ou remoção parcial dos cornetos é um procedimento que visa uma redução do tamanho (volume) dos Cornetos. Os cornetos são estruturas pares localizadas na parte lateral interna do nariz com três funções elencadas, o aquecimento do ar, a umidificação e filtragem de partículas. São estruturas alongadas com tecido cavernoso que por vezes hipertrofiam-se, crescendo muito e dificultando a passagem do ar pelas narinas. A Rinite crônica leva a um aumento das conchas nasais que por sua vez leva a Obstrução Nasal Crônica. Com a cauterização ou ressecção parcial dos cornetos conseguimos resolver muitos casos onde a medicação não obteve sucesso no alivio da dificuldade respiratória nasal. Lembrando também que é um procedimento muito associado à correção dos desvios do septo nasal (septoplastia).

    


   Cirurgia vídeo-endoscópica nasossinusal

     (cirurgia)

É o procedimento cirúrgico atualmente utilizado para o tratamento das doenças dos seios da face como a sinusite crônica. São utilizados endoscópios e sistemas de vídeo para o acesso e a adequada visualização das estruturas intranasais. Além de instrumental delicado e apropriado para uma intervenção precisa nas diversas estruturas que causam as patologias dos seios da face como pólipos, cistos ou infecção crônica decorrentes de bloqueios dos seios paranasais. Dessa maneira surgiu o conceito de cirurgia funcional dos seios paranasais nas quais são respeitados os conceitos sobre a fisiologia naso-sinusal e a fisiopatologia das moléstias que acometem a região.

    


   Cirurgia video-endoscópica de base de crânio

     (cirurgia)

O acesso cirúrgico à região conhecida por base do crânio com a utilização da videoendoscopia permite o tratamento de doenças de uma maneira bem menos agressiva do que por via aberta (com incisões na pele do rosto e pescoço) e em alguns casos com melhores resultados. essa maneira de operar se presta ao tratamento de um amplo leque de doenças, como: tumores (adenomas de hipófise e angiofibromas, entre outros), sinusites complicadas, lesões congênitas e lesões traumáticas da região (fratura de base do crânio e fístulas liquóricas). Essas cirugias são realizadas, em geral, em parceria com o neurocirurgião ou cirurgião de cabeça e pescoço, conforme a necessidade de cada caso. Através do nariz, por via endoscópica, podemos acessar cirurgicamente regiões da base do crânio sem um trauma tão extenso como o causado por via externa. São utilizados os endoscópios nasais aproveitando a relação entre o nariz e a porção anterior da base do crânio. Dessa forma, podemos evitar incisões externas, abertura do crânio direta ou cirurgias mutilantes, com grandes cicatrizes e sérias repercussões estéticas e por vezes funcionais

    


   Mastoidectomia

     (cirurgia)

A mastoidectomia é uma cirurgia que é realizada quando existe uma infecção no osso chamado "osso temporal" onde estão contidas as estruturas do ouvido. A cirurgia tem o objetivo de tratar uma infecção que não é possível ser tratada apenas com medicamentos. A mastóide é parte do ouvido e é um osso poroso como se fosse um "queijo suíço" e quando a otite média crônica se espalha por esse osso é necessário limpá-lo. A cirurgia começa por uma incisão atrás da orelha por onde se expõe o ouvido e mastóide. Utilizamos um microscópio cirúrgico e um micromotor com brocas. Com o micromotor limpamos toda doença existente na mastóide (osso atrás do ouvido) e expomos a cavidade timpânica, local onde estão os ossinhos do ouvido (martelo, bigorna e estribo). Dependendo da doença, temos que limpar toda esta região também, retirando os ossinhos e tornando o ouvido e a mastóide uma só cavidade. Isto deve ser feito em casos de colesteatomas, tumores, ou infecção importante. Esta cirurgia se chama mastoidectomia radical. Nesta cirurgia temos que adaptar o conduto auditivo externo tornando-o maior. Isto se chama meatoplastia. Um outro tipo de mastoidectomia pode ser feita quando a doença não está tão evoluída. Chama-se timpanomastoidectomia e é basicamente a mesma cirurgia, porém o canal auditivo é preservado e tenta-se restabelecer o mecanismo de audição.

    


   Microcirurgia de laringe

     (cirurgia)

A Microcirurgia da Laringe é indicada para remoção de pólipos, nódulos, cistos, hemangiomas, papilomas, tumores malignos menores, biópsias e outras lesões de pregas vocais ou da laringe como um todo e para correção de sua função de respiração, fonação e/ou deglutição, podendo ser injetados ou aplicados medicamentos, tecidos ou materiais, orgânicos ou não, em áreas da laringe, visando melhora da função. O acesso cirúrgico exige o uso de um laringoscópio de suspensão e adaptação de microscópio e instrumentos especiais, como pinças, tesouras, endoscópios e aparelhos de corte e coagulação, bisturis elétricos, eletrônicos e laser. Trata-se de uma cirurgia exploradora, portanto, muitas decisões podem e devem ser tomadas durante a cirurgia. A cirurgia é realizada com anestesia geral ou com sedação (nos casos de exames). Em geral, os pacientes retornam para casa no mesmo dia. Não há nenhuma incisão na face ou no pescoço, sendo a cirurgia realizada totalmente por via oral. Entretanto, em alguns casos, pode ser necessária a conversão para cirurgia externa convencional. Em muitos casos a fonoterapia é indicada no período pré e pós-operatório. Após a cirurgia, o paciente deverá ficar em repouso vocal absoluto por no mínimo uma semana.

    


   Otoplastia

     (cirurgia)

Esta é a cirurgia para correção de deformidades na orelha externa. Estas deformidades podem ser de origem genética, traumática ou causada em decorrência de outras doenças. A mais comum é a popularmente chamada “orelha de abano” ou orelha em abdução. Neste caso, a cirurgia é indicada para aproximar a orelha da cabeça, corrigindo, assim, a forma e o desenho. Porém, pode-se utilizar da otoplastia também para o caso de orelhas grandes e lóbulo rasgado (geralmente pelo peso dos brincos). O procedimento pode ser realizado a partir dos seis ou sete anos, período em que a estrutura já está formada e com o tamanho muito próximo daquele que terá na fase adulta. No caso das orelhas de abano, o fator determinante é, porém, o “bullying” que as crianças podem sofrer dos coleguinhas da escola, que começam a dar apelidos maldosos que deixam a criança desconfortável e insegura. Nos outros casos, o procedimento é indicado para pacientes que sentem incômodo e desconforto com a forma de suas orelhas. A otoplastia pode ser feita com anestesia local, local com sedação ou geral de acordo com o tamanho da cirurgia, as condições clínicas ou psicológicas e a idade do paciente. Ela tem duração de uma a duas horas e o tempo de internação depende do tipo de anestesia utilizado. Normalmente a cirurgia é realizada em regime ambulatorial, ou seja, o paciente tem alta no mesmo dia da realização do procedimento. No pós-operatório, o paciente deverá utilizar faixa noturna durante 30 dias e diurna na primeira semana.

    


   Rinoplastia e Rinosseptoplastia

     (cirurgia)

O nariz é um exemplo de órgão onde não se pode separar a estética da função. Toda intervenção estética nasal tem repercussões na função nasal. Assim, é muito importante o conhecimento da função nasal por parte do cirurgião que está realizando a rinoplastia. A rinoplastia busca o equilíbrio estético da face, sem deixar de lado o aspecto funcional do nariz. De nada adianta um nariz bonito se não combinar com o resto do rosto ou não funcionar satisfatoriamente. Por situar-se no centro da face, o nariz é fundamental para a harmonia e beleza facial. Muitas vezes, a estrutura ou tamanho do nariz não são proporcionais aos demais traços do rosto. Os procedimentos de remodelagem nasal podem auxiliar na correção da aparência desproporcional do nariz, a largura das narinas ou o ângulo entre o nariz e o lábio superior. Além disso, os procedimentos de remodelagem nasal podem ser realizados para corrigir um defeito congênito (de nascença) ou trauma nasal, assim como problemas respiratórios crônicos. Por ter estrutura complexa, o nariz apresenta grande variação entre raças e indivíduos. Cada tipo de nariz exige uma técnica diferente e específica. Desta forma, o médico deve expor ao paciente todas as possibilidades e orientá-lo sobre o tipo de nariz que ficaria mais harmônico em seu rosto, determinando assim em comum acordo com o paciente, o planejamento cirúrgico ideal, após estudo fotográfico de cada caso. Qualquer alteração da forma ou tamanho implica em grande mudança na estética facial. O objetivo é fugir do chamado “nariz de cirurgia plástica” e proporcionar um aspecto natural e harmônico. As cirurgias mais comuns visam reduzir o tamanho do nariz, remodelar a ponta, remover o dorso nasal (corcova), ou corrigir o ângulo antiestético entre o nariz e o lábio superior. O primeiro passo da cirurgia é a correção das deficiências funcionais do nariz, como desvio do septo e hipertrofia de cornetos (carne esponjosa). Só depois é que se iniciam as correções estéticas. De nada adianta um nariz bonito se não funcionar satisfatoriamente, por esse motivo, torna-se imprescindível que o cirurgião tenha amplo domínio da parte funcional do nariz. A anestesia pode ser geral ou local com sedação assistida. Após a cirurgia o paciente deve permanecer com o molde plástico ou de gesso sobre o dorso nasal por aproximadamente uma semana. A cirurgia tem duração aproximada de duas horas.

    


   Septoplastia

     (cirurgia)

A septoplastia é a cirurgia realizada em pacientes com queixa de obstrução nasal secundária ao desvio do septo nasal (parede que divide as duas narinas), para posicionar o mesmo da forma mais reta possível. Geralmente realizada sob anestesia geral, sua duração é de aproximadamente uma hora. Nos dias de hoje, utilizam-se endoscópios nasais com câmeras para melhor visualização e controle da cirurgia. O septo nasal, como todo o nariz internamente, é recoberto por mucosa nasal. O primeiro passo da cirurgia é descolar essa mucosa nasal, para que se exponham as alterações ósseas e cartilaginosas que levam ao desvio. Após a correção das áreas desviadas, a mucosa nasal é reposicionada e suturada (costurada) no seu local de origem. O uso de materiais para conter o sangramento, como tampão, tornou-se desnecessário na grande maioria dos casos, proporcionando uma melhor recuperação pós-operatória para o paciente, que já sai respirando do centro cirúrgico. Geralmente, o paciente é liberado com alta hospitalar 6 horas após a cirurgia. Não é comum a ocorrência de dor no pós-operatório. A queixa mais frequente dos pacientes, principalmente na primeira semana, é a obstrução nasal por secreção e edema (inchaço) dentro do nariz. A limpeza nasal com soro fisiológico ajuda a aliviar essa queixa. Nesse período o paciente será acompanhado pelo médico cirurgião que realizará curativos no consultório e dará as orientações necessárias para a boa recuperação da cirurgia. Em geral, é uma cirurgia com baixo índice de complicações, com poucas queixas no pós-operatório e de rápida recuperação.

    


   Timpanoplastia

     (cirurgia)

A timpanoplastia é uma cirurgia indicada para a correção de perfurações na membrana timpânica do ouvido. Em geral, essa cirurgia é realizada sob anestesia geral, podendo, em casos selecionados, ser realizada sob anestesia local com ou sem sedação.
Geralmente os pacientes que apresentam perfuração do tímpano apresentam repetidas crises de otorréia (infecção do ouvido com vazamento de pus do mesmo). Em alguns casos, em que a perfuração é muito extensa ou existe alguma alteração dos ossículos do ouvido, pode ocorrer perda auditiva. O objetivo da correção da perfuração é o controle dessas infecções recorrentes do ouvido, embora na maioria dos casos ocorra alguma melhora da audição, parcial ou total.

    








   Cirurgias da audição

     (cirurgia)

PRÓTESE IMPLANTÁVEL DE CONDUÇÃO ÓSSEA (B.A.H.A.Ÿ E PONTOŸ).




Indicada para casos de surdez por condução e mistas para crianças a partir de três anos de idade e adultos, para quem possua malformações do canal do ouvido e do ouvido médio, otites crônicas ou surdez total em um só ouvido.
Trata-se de um sistema que possibilita a percepção do som diretamente no ouvido interno – a cóclea – por vibração, através do osso do crânio, quando o ouvido externo e o médio estão bloqueados e não permitem que os sinais elétricos sejam discriminados como som pelo cérebro.
A prótese é composta por três partes – um processador de som, um pino de conexão e um implante de titânio similar ao implante de dente, implantado no osso atrás da orelha, responsável por transferir as vibrações sonoras diretamente à cóclea por meio da vibração óssea. O parafuso é totalmente biocompatível (a rejeição é muito rara) e o aparelho vibrador é uma prótese eletromecânica.

Cirurgia e cuidados
Antes da cirurgia serão feitos exames como audiometria e tomografia computadorizada. E poderão ser feitos testes com a prótese vibratória colocada em uma teara sobre o osso atrás da orelha.
Realizada com anestesia geral nas crianças, ou local para os adultos, na cirurgia implanta-se um pino (parafuso) de titânio no osso atrás da orelha, onde será encaixado o processador de som. Poderá ser realizada em uma ou duas etapas. Na primeira, o parafuso será fixado e coberto com a pele. Na segunda, a pele será aberta para encaixar o pino de sustentação. Após a cirurgia, o paciente poderá realizar as atividades diárias normalmente.
A prótese será colocada entre quatro e seis meses após a colocação do parafuso, ou seja, quando ocorre a osteointegração. O pino se fixa tanto que se mistura ao osso, exatamente como acontece nos implantes dentários. Só então a prótese será fixada no pino e acontecerá a ativação.
O pós-operatório é, geralmente, pouco dolorido. O curativo feito pelo médico no dia da cirurgia será mantido por dez dias. Depois disso, deverá limpar a região do pino de titânio diariamente usando escova com cerdas macias e, após um mês da realização da cirurgia, o paciente estará livre para fazer esportes de contato desde que use proteção especial. Viagens de avião estão liberadas.
Assim que o processador for colocado, sua bateria deverá ser trocada a cada 200 horas. A higiene do local deve ser mantida.



Resultados e vantagens
A ativação acontece, geralmente, em 12 semanas pós-cirurgia para os adultos e 24 semanas para crianças, depois de avaliação médica. De acordo com o grau da audição, o fonoaudiólogo ajustará a parte externa do processador de sinal, ensinará o paciente a colocar e retirar a pilha do aparelho externo e o orientará em relação manuseio e higiene da prótese. Haverá, depois, um acompanhamento periódico para a adaptação do som que está sendo ouvido e novos ajustes, se necessário.
A prótese implantável de condução óssea pode ser usada em todas as atividades diárias, exceto no momento do banho (ou na prática de esportes aquáticos), na realização de esportes de contato e ao dormir. Os resultados quanto à altura e qualidade da audição são bons, dependendo da discriminação do paciente. Se houver alguma complicação, o implante pode ser retirado e, caso aconteça pequenas infecções locais, são tratáveis.
Há duas marcas disponíveis para uso, o B.A.H.A.Ÿ (Bone Anchored Hearing Aid), da Cochlear Corporation (www.cochlear.com), aprovado pela ANVISA e o PONTOŸ, da Oticon (www.oticonmedical.com), em pro­cesso de aprovação.



VIBRANT SOUNDBRIDGEŸ.




O Vibrant SoundbridgeŸ é um aparelho semi-implantável. Estimula diretamente os pequenos ossos do ouvido médio ou diretamente o ouvido interno, caso o aparelho seja acoplado na cóclea.
Composto por uma parte externa com processador de som – microfone, programador e bateria – e uma interna, implantada através de cirurgia no ouvido que faz vibrar mecanicamente as estruturas do ouvido médio. Desta forma, a vibração é transmitida ao ouvido interno. A parte externa não perfura a pele e pode ser escondida discretamente pelos cabelos. Ela se acopla à parte interna através de imãs que existem nas duas partes do aparelho.
Indicada para maiores de 18 anos – em casos selecionados pode ser implantado em crianças –, em pacientes que já usaram aparelhos de audição e não se adaptaram por causas diversas, para quem possui malformações de orelha externa ou média e quem tenha perda auditiva bilateral e estável nos últimos dois anos (perda auditiva neurossensorial moderada a severa, perda auditiva de condução e perda mista).

Cirurgia e cuidados
São necessários exames pré-operatórios como a audiometria e tomografia computadorizada e, para realizar a cirurgia, o paciente passará por testes com prótese vibratória para que se tenha uma previsão do resultado da cirurgia.
A cirurgia é realizada sob anestesia geral – com duração aproximada de duas horas –, é feito um corte atrás do ouvido e a abertura do osso que contém o ouvido (mastoidectomia), com acesso à orelha média para colocação do implante. O paciente tem alta no dia seguinte.
A cirurgia só será realizada, no entanto, se o paciente não tiver infecções na orelha média.
Entre os cuidados necessários pós-cirurgia estão: evitar esportes de contato, ou outras atividades que provoquem impacto no local da prótese, não deixar entrar água no ouvido até a liberação do médico, não realizar atividades físicas intensas ou carregar peso no mês seguinte à cirurgia e tomar as medicações prescritas adequadamente.
Há necessidade de retirar a parte externa quando for nadar, tomar banho ou dormir.



Ativação e Vantagens
A ativação do aparelho acontece depois de avaliação e liberação do médico, após oito semanas da cirurgia. Nesse dia, quando o aparelho for ligado, de acordo com o grau de audição, o fonoaudiólogo ajustará os graus necessários da parte externa do processador de sinal, ensinará o paciente a colocar e retirar a pilha do aparelho externo, além de orientá-lo em relação ao manuseio e higiene da prótese auditiva semi-implantável Vibrant SoundbridgeŸ. Esse será o início de um acompanhamento periódico para a adaptação do som discriminado pelo paciente e novos ajustes, quando necessário.
Essa cirurgia não deixa perfuração na pele, a prótese melhora a qualidade sonora em alguns tipos de surdez quando comparada aos aparelhos auditivos convencionais, não há o efeito de oclusão – sensação de ouvido tampado – pois a orelha externa fica livre, ausência do efeito de microfonia e os resultados quanto à altura e qualidade de audição serão boas, dependendo da discriminação de sons do paciente.
Outras informações podem ser obtidas no site da Med-El, que é o fabricante – www.medel.com. O Vibrant SoundbridgeŸ é aprovado pela ANVISA.



CARINAŸ.




Indicado para surdez neurossensorial, de condução ou mista, o CarinaŸ é um sistema totalmente implantável do tipo eletromagnético. Implantado embaixo da pele (torna-se invisível pelo lado de fora), o aparelho é composto por um microfone que capta o som, um processador de som e um transdutor que conduz o som para os pequenos ossos da audição vibrando-os de forma semelhante ao processamento normal da audição. O microfone também é implantado embaixo da pele e não é perceptível. 

Cirurgia e cuidados
Após a avaliação médica, contando com a avaliação de exames pré-operatórios como audiometria e tomografia computadorizada, o paciente realizará testes pré-cirúrgicos com a prótese vibratória colocada.
Depois da indicação para o uso do aparelho, é realizada a cirurgia no ouvido, com anestesia geral. O procedimento cirúrgico leva cerca de três horas e é feito da seguinte maneira: realiza-se um corte atrás da orelha, onde é aberto o osso que contém o ouvido – mastoidectomia. Então, o transdutor é acoplado em um dos ossículos da audição, que permanecem completamente intactos durante o procedimento cirúrgico. A alta hospitalar acontece, geralmente, no dia seguinte.
Após a cirurgia, o paciente não poderá deixar entrar água no ouvido operado até liberação médica, não realizar atividade física intensa ou carregar peso durante 30 dias após a cirurgia e evitar esportes de contato ou outras atividades que possam provocar impacto no local da prótese. A viagem de avião está liberada depois da cirurgia.



Ativação e vantagens
A ativação ocorre 12 semanas após a cirurgia. Com a liberação do médico, o paciente fará a avaliação da audição para ligar a prótese auditiva. De acordo com o grau de audição, o fonoaudiólogo ajustará os graus necessários e orientará o paciente para o uso da prótese totalmente implantável CarinaŸ. Nessa consulta, o médico solicitará o acompanhamento periódico para a adaptação ao som que é ouvido e poderão ocorrer novos ajustes, quando necessário.
O CarinaŸ é um implante invisível externamente, ou seja, ninguém saberá que o paciente usa um aparelho auditivo, proporcionando liberdade em participar ativamente das atividades diárias – profissionais, familiares e esportivas, incluindo a natação.
O paciente não precisa se preocupar com a umidade, o calor ou a transpiração, podendo nadar, tomar banho e trabalhar sem limitação. A orelha externa fica livre e a qualidade do som é mais natural.



Os resultados quanto à altura e qualidade da audição são bons, dependendo da discriminação do paciente. A bateria deve ser carregada diariamente através da acoplagem de um carregador junto à prótese durante 30 a 45 minutos (sua vida útil é de 15 anos). Após a colocação desse tipo de implante, é proibida a realização de ressonância magnética. E, por existir imã no implante, o usuário deve desligar seu dispositivo quando estiver em campo magnético muito forte como, por exemplo, detector de metal usado em aeroportos.
A prótese totalmente implantável CarinaŸ é aprovada pela ANVISA, produzida pela Otologics e maiores informações podem ser obtidas pelo site www.otologics.org.

ESTEEMŸ.




indicada para pacientes maiores de 18 anos com perda auditiva neurossensorial bilateral de moderada a severa e estável, a prótese totalmente implantável EsteemŸ substitui o aparelho de audição convencional acústico. Para ser candidato à cirurgia, o paciente deve ter anatomia da orelha média e membrana timpânica normais, não ter infecção crônica do ouvido e ter experiência prévia com aparelho auditivo convencional adequadamente adaptado.
É conhecida como o “ouvido invisível”, pois nada aparece externamente. Possui uma bateria interna de longa duração como a de um marcapasso cardíaco, não tendo necessidade de ser recarregada. Sua recarga acontecerá entre sete e 10 anos de uso, dependendo do quanto foi utilizada, com anestesia local.
Este implante incorpora a membrana do tímpano como microfone e os pequenos ossos da audição detectam o sinal mecânico. A vibração da membrana do tímpano e dos primeiros ossículos do ouvido – martelo e bigorna – produzem uma energia elétrica que é captada por um sensor do tipo piezoelétrico, um tipo de material que, ao dobrar, gera energia. O sinal elétrico é enviado a um processador onde será filtrado, amplificado e transmitido como uma vibração para o último ossículo do ouvido (estribo) e para a orelha interna.
Para a implantação do EsteemŸ é preciso remover uma parte da bigorna. Se houver necessidade de reverter a cirurgia, será usada uma pequena prótese que refaz o ramo longo desse ossículo.

Cirurgia e cuidados
Para a realização da cirurgia são necessários exames pré-operatórios de audiometria e tomografia computadorizada e podem ser realizados testes com a prótese vibratória colocada antes do procedimento cirúrgico.
A cirurgia é feita sob anestesia geral e sua duração é de, aproximadamente, quatro horas. É feito um corte atrás do ouvido e abertura do osso que contém o ouvido (mastoidectomia). Atinge-se a orelha média com exposição dos pequenos ossos da audição e, então, remove-se o ramo longo da bigorna, realizando-se o posicionamento dos transdutores. 
Logo após a cirurgia, o paciente deve evitar esportes de contato ou outras atividades que possam provocar impacto no local da prótese, não deixar entrar água no ouvido operado até o médico permitir, não realizar atividade física intensa e não carregar peso durante um mês. As medicações também devem ser tomadas adequadamente. O paciente poderá viajar de avião após a cirurgia.

Ativação e Vantagens
A ativação do aparelho acontece após 12 semanas da cirurgia e, depois da avaliação médica, o paciente faz avaliação da audição para ligar a prótese auditiva. Conforme os graus da audição, o fonoaudiólogo fará os ajustes necessários e o orientará para o uso da prótese totalmente implantável EsteemŸ solicitando o acompanhamento periódico para a adaptação ao som que é ouvido e novos ajustes, se necessário.
O usuário do EsteemŸ sentirá, após a ativação, que a qualidade sonora é superior aos aparelhos convencionais e as outras próteses implantáveis, pois não há microfone e o som é muito natural, igual ao que escutamos e pode ser utilizada em qualquer situação, incluindo o momento do sono, de atividades aquáticas – não se deve mergulhar a profundidade superior a 10 metros – e da prática de esportes.
Não há necessidade de carregar a bateria diariamente. Possui um controle remoto que liga, desliga, aumenta e diminui o volume, além de trocar a programação do aparelho para situações diferentes – com ruído externo e sem ele.
Fabricado pela Envoymedical, a prótese totalmente implantável Esteem é aprovada pelo FDA (EUA), CEE (Europa) e está em processo de aprovação pela ANVISA (Brasil). Maiores informações podem ser obtidas no site www.envoymedical.com.



IMPLANTE COCLEAR.




O implante coclear – o popular ouvido biônico – é indicado para pessoas com surdez severa e profunda. Trata-se de um equipamento eletrônico, computadorizado, que substitui totalmente o ouvido de pessoas que têm surdez total ou quase total. Ele estimula diretamente o nervo auditivo através de pequenos eletrodos colocados dentro da cóclea e o nervo auditivo leva os sinais elétricos ao cérebro que os interpreta como sons.
O implante coclear é composto por duas partes – externa e interna. A primeira contém um pequeno microfone, um processador de som e uma antena de transmissão. A interna é colocada dentro do ouvido por meio de uma cirurgia e possui uma antena de recepção que ficará embaixo da pele (seu tamanho é similar ao de uma moeda de 50 centavos) e um cabinho com eletrodos que é colocado dentro da cóclea por meio de uma cirurgia.
Funciona a bateria, ou a pilha, que podem ser compradas em qualquer lugar. Existem alguns modelos que possuem pilha ou bateria recarregável.
Para a cirurgia são necessários exames pré-operatórios de audiometria, BERA – potenciais auditivos evocados de tronco encefálico, emissões otoacústicas, tomografia computadorizada e ressonância magnética.
Indicado para crianças e adultos com perda auditiva neurossensorial profunda ou severa nas duas orelhas e que recebeu pequeno – ou nenhum benefício – com o uso do aparelho auditivo convencional, o implante coclear deve ser colocado em crianças desde meses de idade, dependendo da avaliação médica (atualmente, devido aos bons resultados obtidos, é recomendado implantar nos dois ouvidos). Em relação aos adultos, não há limite de idade desde que o paciente tenha condições clínicas de ser submetido à cirurgia.

Cirurgia
Realizada com anestesia geral, com duração aproximada de duas horas e meia, a cirurgia se inicia com um pequeno corte atrás da orelha. Acontece, então, uma mastoidectomia – abre-se o osso que contém o ouvido até atingir a cóclea. Nela, é realizada uma pequena abertura e os eletrodos são inseridos em seu interior. O processador interno é colocado embaixo do couro cabeludo, atrás da orelha – o paciente sentirá uma pequena saliência no local.
A alta hospitalar acontece no dia seguinte da cirurgia e os pontos serão retirados após duas semanas. É possível viajar de avião assim que o paciente tiver alta hospitalar.



Ativação
Inicia-se com a fixação da antena externa do implante coclear com o imã interno do aparelho. A integridade do feixe de eletrodos é verificada. São medidos os níveis mínimos e máximos de estimulação baseados nas respostas do nervo auditivo ou nas respostas comportamentais. A partir deste momento inicia-se o processo de programação e adaptação do paciente ao implante coclear, realizando-se consultas de rotina com o fonoaudiólogo.



Vantagens
Os resultados do implante coclear podem apresentar várias respostas diferentes, dependendo da idade e da causa da surdez, se pré ou pós-lingual. Para muitos pacientes, possibilita uma audição semelhante à anterior, permitindo, em alguns casos, até falar ao telefone. Em outros, permite reconhecer os sons ambientais e o ritmo da fala, ajudando a leitura labial. E, em casos raros, pode não funcionar bem. Na maioria dos casos, quanto mais tempo a pessoa ficou sem ouvir, pior é o resultado do implante.
O som que o implantado escuta também não é igual ao ouvido normalmente, pois se trata de um som digital. Atualmente, muitos implantados entendem e apreciam a música.
Entre os inúmeros benefícios do implante coclear estão a melhora da fala, o controle do volume vocal, a melhoria da capacidade de comunicação e sociabilização, o aumento da auto-estima e independência, além de diminuir a depressão.